'eu gosto mesmo é de demorar um pouquinho...'
você não devia.
não devia ter comecado o email com essa frase.
não, jamais, em hipótese alguma.
porque ela me caiu muito bem.
caiu com um conforto delicioso e uma vontade de você devagar que só aumentaram.
você, definitivamente, não devia.
porque assim, assim, eu gosto mais ainda.
Tuesday
Saturday
Em algum lugar.

faltava.
parecia que faltava um pedaço importante e que sempre esteve ali.
não se emocionava mais olhando um quadro, não palpitava o peito quando pisava na galeria. viu o filme e não viu nada. leu a frase e não lacrimejou.
tinha tanta coisa congestionada dentro de sí, que tudo externo parecia a via expressa da marginal em dia de feriado: rápido e borrado.
a casa estava vazia e já fazia tempo. chegar lá já não era nenhuma novidade e ela, por sí só, já não a transmitia nada.
e por isso começou diariamente, quando saía para viver, a bater os próprios bolsos a procurar.
não encontrou e amedrontou-se com a idéia de ter perdido.
ter perdido a emoção.
o brilho no olhar.
o tesão.
a água na boca.
a esperança.
estava lentamente se desfazendo do casamento que propôs consigo própria ao mudar de casa, bairro e rotina. aproveitou o boom de constatações - começado pelo fato de que não se adaptara e sentia-se extremamente só no primeiro andar - e mudou também de emprego.
como resposta do universo, amigos mudavam-se também. iam para longe e por muito tempo.
perdera a emoção. a alegria estava não-sei-onde. tentou resgatar arduamente onde deixara a paixão. onde será que perdera a paixão...?
encontrando uma paixão por sí, tudo voltaria ao normal.
e o mais interessante era: gostava-se.
o vazio eterno era por ser dura demais consigo, e ter a cabeça eternamente racional. precisava de uma interlocução a altura para deixar-se emocionar ao olhar no espelho.
precisava desesperadamente de alguém a altura.
um grupo.
pensou nos netos que queria ter, só para contar-lhes sua própria história.
Wednesday
Este é feito especialmente para você.
Parecia que não ia chegar nunca.
Eu esperei tanto por este momento, mas tanto, que tinha até esquecido da cor e do cheiro mentalmente programados para quando chegasse.
Hoje eu posso dizer com tranquilidade no coração que você não é e nem vai ser a pessoa que eu quero para compartilhar a vida comigo.
Parece que esperei dois anos e muitos relacionamentos dividida entre o você aqui de dentro e as pessoas reais comigo, lá fora. E você, de uma certa forma, sempre ganhava.
Não ganha mais.
Parece que tive que voltar quase dois anos atrás, sentir você de novo com suas desculpas e meus ouvidos alertas. Hoje, muito mais sóbrios e afiados do que já foram.
No domigo de manhã eu te matei, meu anjo.
Eu te matei aqui dentro e te agradeço profundamente.
Tuas palavras escolhidas a dedos me soaram tão opostas daquilo que tenho em mim, daquilo que sou que... que... você me deu uma arma. E desta vez, eu atirei confiante e acertei em cheio.
Não sei quem de fato és e, pelo que conversamos, pelas coisas que eu te disse que fizeram-te assumir a minha razão, acho que também não sabes. E talvez, nem tivesse te dado conta.
Penso assim, e assim não pega tão mal para sua não-presença.
Que já não me fazia falta. Que já não é surpresa.
Estou livre de nós, daqueles possíveis nós. Acabou. Defini aqui dentro onde é o seu lugar: fora. Fora da minha vida. Parece que não existe mais sentido pra guardar uma história em uma manga. Não tenho mais medo da vida e não vejo, definitivamente, em você um escudo ou proteção. Nossas fidelidades não são as mesmas. Parecia que o nosso não ia chegar nunca e agora temos o nosso grande divisor de águas.
Na manhã deste domingo já passado, vi na sinceridade de suas palavras a covardia mais pura e doce que existe: a de garotos.
Foi um dia muito importante para nós.
O dia em que finalmente arranquei você de mim. Fechei e tranquei meu portão.
Você não entra mais.
Eu esperei tanto por este momento, mas tanto, que tinha até esquecido da cor e do cheiro mentalmente programados para quando chegasse.
Hoje eu posso dizer com tranquilidade no coração que você não é e nem vai ser a pessoa que eu quero para compartilhar a vida comigo.
Parece que esperei dois anos e muitos relacionamentos dividida entre o você aqui de dentro e as pessoas reais comigo, lá fora. E você, de uma certa forma, sempre ganhava.
Não ganha mais.
Parece que tive que voltar quase dois anos atrás, sentir você de novo com suas desculpas e meus ouvidos alertas. Hoje, muito mais sóbrios e afiados do que já foram.
No domigo de manhã eu te matei, meu anjo.
Eu te matei aqui dentro e te agradeço profundamente.
Tuas palavras escolhidas a dedos me soaram tão opostas daquilo que tenho em mim, daquilo que sou que... que... você me deu uma arma. E desta vez, eu atirei confiante e acertei em cheio.
Não sei quem de fato és e, pelo que conversamos, pelas coisas que eu te disse que fizeram-te assumir a minha razão, acho que também não sabes. E talvez, nem tivesse te dado conta.
Penso assim, e assim não pega tão mal para sua não-presença.
Que já não me fazia falta. Que já não é surpresa.
Estou livre de nós, daqueles possíveis nós. Acabou. Defini aqui dentro onde é o seu lugar: fora. Fora da minha vida. Parece que não existe mais sentido pra guardar uma história em uma manga. Não tenho mais medo da vida e não vejo, definitivamente, em você um escudo ou proteção. Nossas fidelidades não são as mesmas. Parecia que o nosso não ia chegar nunca e agora temos o nosso grande divisor de águas.
Na manhã deste domingo já passado, vi na sinceridade de suas palavras a covardia mais pura e doce que existe: a de garotos.
Foi um dia muito importante para nós.
O dia em que finalmente arranquei você de mim. Fechei e tranquei meu portão.
Você não entra mais.
Construções.
Success is always temporary. When all is said and done, the only thing you'll have left is your character.
~Vince Gill~
~Vince Gill~
Monday
Ida, Vida.
'Tente lembrar quais eram os planos
Se nada mudou com o passar dos anos'
mapa mundi, by thiago pethit.
Se nada mudou com o passar dos anos'
mapa mundi, by thiago pethit.
Tuesday
O Novo.
Esqueceu o jantar com a amiga que mora distante.
Titubeou com o convite do amigo em visita na cidade.
Nao respondeu ao convite da Tia.
Sentou ao sofá.
Leu o longo email vindo de longe. Já fazia uma semana que o esperava.
Permaneceu no sofa.
Atônita, mudada.
Pensou no novo.
Em uma pessoa nova.
Entristeceu-se por o status 'longe'.
Não sabia o que seria.
Do novo, do velho.
Do perto, do longe.
Lembrou das novas risadas descobertas no final de semana.
Lembrou das frustrações das relações a distância de sonhos.
Quase não acreditou em uma palavra bonita destinada a ela naquele email. Vindo de Longe. Duas vidas corridas.
Confundiu três vozes. Não lembrava de uma delas, e isso entristeceu-a.
Até que exterminou a dúvida falando mais alto: 'Invista em você.'
Pensou no novo.
De novo.
Ela.
Titubeou com o convite do amigo em visita na cidade.
Nao respondeu ao convite da Tia.
Sentou ao sofá.
Leu o longo email vindo de longe. Já fazia uma semana que o esperava.
Permaneceu no sofa.
Atônita, mudada.
Pensou no novo.
Em uma pessoa nova.
Entristeceu-se por o status 'longe'.
Não sabia o que seria.
Do novo, do velho.
Do perto, do longe.
Lembrou das novas risadas descobertas no final de semana.
Lembrou das frustrações das relações a distância de sonhos.
Quase não acreditou em uma palavra bonita destinada a ela naquele email. Vindo de Longe. Duas vidas corridas.
Confundiu três vozes. Não lembrava de uma delas, e isso entristeceu-a.
Até que exterminou a dúvida falando mais alto: 'Invista em você.'
Pensou no novo.
De novo.
Ela.
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